Os resultados da mostra competitiva da 15ª Expoepi foram divulgados nesta sexta-feira (30) na cerimônia de encerramento do evento. A disputa neste ano aconteceu em 15 categorias sobre os mais variados temas da vigilância em saúde, dando espaço para discussões atualizadas e aprofundadas sobre o panorama da saúde no Brasil. Foram premiadas 45 experiências bem-sucedidas e trabalhos de profissionais e serviços de saúde do país.

Confira aqui os resultados da mostra competitiva (a ordem de apresentação dos trabalhos em cada página representa a ordem de classificação)

A premiação foi dividida em três modalidades: experiências bem-sucedidas realizadas pelos serviços de saúde do SUS; trabalhos científicos (monografias de especialização, dissertações de mestrado, teses de doutorado) desenvolvidos por profissionais do SUS que contribuíram para o aprimoramento das ações da vigilância em saúde do país (pessoa física); e intervenções sociais, promovidas por movimentos sociais, que fortaleceram as ações de prevenção, controle e prevenção das doenças e agravos de interesse de saúde pública (pessoa jurídica).

Além destes prêmios, que totalizam 969 mil reais, a 15ª Expoepi teve premiações que não mobilizam recursos financeiros, mas reconhecem publicamente ações relevantes para a vigilância em saúde: o melhor artigo publicado na Epidemiologia e Serviços de Saúde – revista do SUS editada pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde (Prêmio RESS Evidencia); e as melhores investigações de surtos conduzidas pelas esferas do SUS. Para cada mostra, três finalistas foram selecionados e a ordem de classificação foi definida por votação da audiência.

O encerramento foi marcado, ainda, pelas homenagens em reconhecimento ao trabalho realizado por três profissionais da SVS na organização do evento: Elisete Duarte, Luciana Torres e João Lima, responsáveis, respectivamente, pela Comissão Científica, pela Comissão Organizadora e pela Comissão de Fiscalização. Outro momento emocionante foi a exibição de vídeo com alguns dos melhores momentos da Expoepi.

A mesa da cerimônia contou com a participação de diversos representantes da SVS: João Paulo Toledo e Renato Vieira Alves, do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis; Daniela Buosi, do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador; Gerson Pereira, do Departamento das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais; Cheila Lima, do Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde; Cláudia Medeiros, do Departamento de Gestão da Vigilância em Saúde; e a homenageada Elisete Duarte, da Coordenação Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia em Serviços.

15ª EXPOEPI – Cerca de três mil participantes, de todas as unidades federativas do Brasil, foram inscritos para o evento. Nove oficinas de trabalho aconteceram no pré-congresso, no dia 27 de junho. Entre os dias 28 e 30, os participantes tiveram a oportunidade de visitar 17 painéis temáticos, 15 mostras competitivas, duas mesas redondas e 13 sessões de pôsteres. Durante o encontro, foram apresentados 782 trabalhos e experiências.

A Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (Expoepi) é uma iniciativa da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. A mostra é reconhecida por difundir os serviços de saúde do SUS que se destacaram pelos resultados alcançados em atividades de vigilância, prevenção e controle de doenças e agravos de importância para a saúde pública.

Criado em 2001 pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde, o evento promove a atualização técnica e capacitação dos profissionais que atuam em diversas frentes, como malária, dengue, imunização, doenças crônicas não transmissíveis e investigação de surtos, entre outras.

CONFERÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE A 15ª Expoepi foi definida como uma etapa preparatória da I Conferência Nacional de Vigilância em Saúde, que acontecerá em novembro deste ano. Para isso, foi realizado na quinta-feira (29) o painel “Elementos essenciais para a construção de uma Política Nacional de Vigilância em Saúde”. Conduzido pelo secretário de Vigilância em Saúde, Adeilson Cavalcante, o painel teve palestra do professor Eliseu Waldman, da Universidade de São Paulo (USP).

LANÇAMENTO DE PUBLICAÇÕES Outro destaque foi o lançamento do Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose, que ocorreu no painel “Enfrentamento da tuberculose: o que esperar para os próximos anos”. O documento irá definir os indicadores utilizados para monitorar as ações empregadas por estados e municípios na rede de atenção à saúde. Foram lançados, ainda, os livros Saúde Brasil 2015-2016  e Vírus Zika no Brasil: a resposta do SUS , entre outras obras.

HOMENAGENS Cada edição presta homenagens a personalidades de destaque que fortalecem o Sistema Único de Saúde (SUS). Na 15ª Expoepi, foram homenageados oito especialistas: Adriana Suely de Oliveira Melo, Amilcar Tanuri, Ana Van der Linden, Elisabeth Conceição de Oliveira Santos, Jarbas Barbosa da Silva Junior, Maria do Carmo Lopes de Melo, Vanessa Van der Linden Mota e Volney de Magalhães Câmara. Os oito nomes foram escolhidos pela notoriedade do trabalho prestado à saúde pública do Brasil e aos serviços dedicados que reforçam o trabalho de quem atua na área, promovendo a saúde e tornando o SUS cada vez mais forte.

PROGRAMAÇÃO CULTURAL Os participantes tiveram a oportunidade de visitar a exposição de fotografias do projetoMacroAmor, do fotógrafo Joelson Souza. Com o apoio da União de Mães de Anjos (UMA), organização de mães sediada em Pernambuco, voltada para a garantia dos direitos das mães de crianças com microcefalia, o ensaio fotográfico mostra crianças acometidas pela síndrome do Zika e doenças correlatas e suas famílias. Outra atividade cultural foi a apresentação do filmeSnow, sobre o médico John Snow, considerado o pai da epidemiologia moderna. Além disso, nos intervalos da programação da 15ª Expoepi, foram exibidos filmes de curta metragem produzidos pelo Ministério da Saúde em todos os auditórios do evento.

VIGILÂNICIA PARTICIPATIVA Durante o evento, o stand do Ministério da Saúde divulgou o aplicativo Guardiões da Saúde. O aplicativo faz parte da iniciativa do Ministério da Saúde para a implantação de estratégia de vigilância participativa no Brasil, com o objetivo de fortalecimento da capacidade de detecção de surtos e emergências em saúde pública, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). O aplicativo foi usado no período da Copa do Mundo FIFA Brasil 2014, com o projeto Saúde na Copa. A notificação de sintomas autorreferidos para a identificação de síndromes selecionadas mostrou-se promissora, o que motivou sua utilização nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos em 2016.

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL – O evento em 2017 foi marcado pela alimentação saudável, que privilegiou comidas in natura ou minimamente processadas e preparações culinárias com os diversos grupos alimentares, além de sucos naturais. O objetivo da iniciativa foi proporcionar bem-estar e qualidade de vida para os participantes.

Fortalecer as ações de promoção à saúde e prevenção de doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão, diabetes e obesidade, é uma das prioridades do Ministério da Saúde. A seleção do cardápio seguiu a Portaria nº 1.274, de 7 de julho de 2016, que apresenta diretrizes sobre alimentação adequada e saudável nos ambientes de trabalho. Também está em sintonia com Guia para a elaboração de refeições saudáveis em eventos, publicação lançada no ano passado pelo Ministério da Saúde e pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

DIAGNÓSTICO – Os participantes tiveram acesso a testagem rápida para HIV, sífilis e hepatites B e C. A ação foi realizada pelo Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais (DIAHV), com apoio dos assessores e do corpo técnico de especialistas nas áreas de laboratório, hepatites e logística. Nos dois primeiros dias da ação (na quarta, 27, e na quinta, 28) foram atendidas 215 pessoas e realizados 208 testes para HIV, sífilis e hepatite B e 176 para hepatite C.

Homenagens na solenidade da abertura da 15ª Expoepi

jun 29, 2017

Na noite de quarta-feira, 28, a 15ª Expoepi foi aberta oficialmente por autoridades em Brasília. Na ocasião, importantes atores da saúde coletiva do país receberam homenagem pelos serviços prestados à saúde pública.

Declarando sua satisfação em ver colaboradores dos municípios, estados e o corpo técnico do Ministério da Saúde reunidos para o compartilhamento de conhecimento, o presidente da 15ª Mostra e secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Adeilson Cavalcante, reafirmou o compromisso com um Sistema Únicos de Saúde (SUS) eficiente e humanitário.

O Ministro da Saúde, Ricardo Barros, detalhou as ações federais de melhorias no SUS, principalmente na gestão de recursos financeiros e investimentos em tecnologia. Barros expressou sua satisfação na gestão da secretaria de Vigilância lembrando dos desafios dos últimos anos, como o surto de Zika, microcefalia e Febre Amarela, mais recentemente. Sobre isso, Joaquim Molina, representante no Brasil na OPAS/OMS (Organização Pan-Americana de Saúde e Organização Mundial de Saúde), falou que as autoridades agiram prontamente e com clareza. Segundo ele, essa também foi uma oportunidade que ”revelou novos desafios para o enfrentamento de crises”, alertou. Na ocasião, Molina recebeu Certificado de Agradecimento.

Marcus Quito, coordenador da Atenção Primária do Governo do Distrito Federal, lembrou que a oportunidade da Mostra tem o objetivo de discutir intensamente a vigilância. E é esse o foco também para Ronald Ferreira, presidente do Conselho Nacional de Saúde. Para ele, esse é o momento de conhecer e reconhecer experiências exitosas na ponta e que levam saúde para a população ainda com todas as dificuldades que o SUS enfrenta em pouco mais de trinta anos de existência.  Ferreira ainda classificou o momento como de reflexão sobre a construção da política de vigilância para o país, prerrogativa proposta pela 1a Conferência Nacional de Vigilância em Saúde, que acontece em novembro com a participação de diversas representações da sociedade civil. ”A democracia garante um SUS para todos”, defende.

Mauro Junqueira, presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), também reverenciou as experiências municipais levadas à Mostra que, segundo ele, valorizam o ”SUS que dá certo, o SUS que nós queremos”. Michele Caputo Neto, presidente do Conass – Conselho Nacional dos Secretários de Saúde, saudou Jarbas Barbosa. Atual diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ex-secretário de Vigilância em Saúde e um dos fundadores da Expoepi, Barbosa, foi um dos homenageados da noite.

Também receberam homenagem Adriana Suely de Oliveira Melo, Amilcar Tanuri, Ana Van Der Linden, Elisabeth Conceição de Oliveira Santos, Maria do Carmo de Melo, Vanessa Van Der Linden Mota e Volney de Magalhães Câmara.

Expoepi será em junho e premiará três modalidades de iniciativas

mar 30, 2017

A 15ª edição da Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (15ª Expoepi), promovida pela Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde (SVS/MS), volta em 2017 para prestigiar mais uma vez os trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS).  A 15ª Expoepi acontecerá entre os dias 27 e 30 de junho, em Brasília, e será a oportunidade para os trabalhadores e gestores do SUS trocarem informações e experiências para o aprimoramento das ações de vigilância em saúde.

PNI: Alimentação de sistema de dados ainda é obstáculo

jun 27, 2017

Durante a oficina “O PNI e as estratégias de identificação de populações vulneráveis”, durante a 15ª Expoepi, os participantes puderam se aprofundar sobre alimentação e funcionamento dos sistemas de informação para monitoramento da situação vacinal do país, assim como estatísticas vitais. Essas são ferramentas online que possibilitam identificar possíveis surtos e municípios em situação de risco. O Ministério da Saúde vem aprimorando os sistemas de integração de dados entre estados e municípios para, assim, traçar as estratégias assertivas de vigilância em saúde levando em conta as especificidades do Brasil continental.

Abrindo a oficina, a coordenadora do Programa Nacional de Imunização, Dra. Carla Domingues, falou da importância do monitoramento de dados. “A qualidade dos dados que recebemos dos estados e municípios é muito importante”, ressaltou. Ela se refere às diversas variáveis que o PNI considera para a coleta de dados que traçam a situação vacinal de cada ente federado. Porém, como lembrou Antônia Teixeira, palestrante do corpo técnico do PNI, “a quantidade e qualidade dos dados pode melhorar ou piorar uma situação se não é feito adequadamente”. Teixeira falou ainda sobre a importância da aplicação correta dos investimentos financeiros no Programa para a compra de computadores e capacitação de profissionais na ponta. Segundo ela, a sistematização de dados ainda é algo novo para muitos profissionais da ponta, porém, é imprescindível.

Ainda é uma realidade muitos municípios brasileiros não terem capacitação para oferecer um relatório satisfatório para a elaboração das ações de vigilância. Rui Braz, falando da classificação de risco de transmissão de doenças imunopreviníveis, lembrou que entre as categorias elencadas para os indicadores de risco está a “sem informação” – além da baixa cobertura vacinal e a cobertura adequada. Ou seja, um município “relata” que nenhum indivíduo foi vacinado naquele território. Porém, muitas vezes, o que aconteceu foi o não preenchimento do sistema que coleta esse tipo de informação. Por isso, Marcelo Chaves, do corpo técnico do Programa Nacional de Imunização, explicou com detalhes como usar os sistemas para consulta de estatísticas vitais e nascidos vivos elaborado pelo Datasus do Ministério da Saúde: Sistema de Informação Sobre Mortalidade – SIM e Sistema de Informação de Nascidos Vivos – SINASC. Chaves também detalhou o SIPNI – Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização, uma ferramenta interna, utilizada a partir de senha e login, para atualização de dados vacinais alimentado por estados e municípios e posteriormente consolidados pelo Ministério da Saúde.

O PNI é uma estratégia de vigilância que vem apresentando em mais de quarenta anos de criação resultados positivos e vem investindo no aprimoramento de ferramentas de tecnologia para a coleta de dados com objetivo de continuar sua prerrogativa de sucesso, mantendo coberturas vacinais altas que possibilitaram a eliminação do sarampo no país, por exemplo, e a intensificação de ações em casos de coberturas baixas.