Evidências epidemiológicas para a tomada de decisão em saúde

jun 30, 2017 by bruno in  Sem categoria

A análise das evidências epidemiológicas é fundamental para a tomada de decisão em saúde. Isto ficou muito claro durante a apresentação dos trabalhos da Mesa Redonda 2 da 15° Expoepi, que reuniu Jarbas Barbosa, diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Carlos Castillo Salgado, do Hospital John Hopkins (Estados Unidos) e Karina Cássia Ribeiro, da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

O diretor-presidente da Anvisa citou decisão recente do Congresso Nacional que liberou o uso de medicamentos emagrecedores desconsiderando as evidências epidemiológicas que apontavam para o risco à saúde representado por essas drogas. “Nesse caso, os deputados ouviram apenas a opinião de especialistas, sem considerar as evidências científicas”, disse Barbosa.

Ele também chamou a atenção para o fato de algumas instituições não levarem em conta a gravidade do risco na hora de definir ações. “É muito mais importante, do ponto de vista da evidência epidemiológica, fazer uma fiscalização em uma unidade hospitalar do que atuar em um supermercado”, destacou.

O médico do Hospital John Hopkins, por sua vez, trouxe um interessante exemplo de evidência epidemiológica para a tomada de decisão ocorrido na instituição. A Suprema Corte dos Estados Unidos pediu informações ao hospital sobre como é feita a tomada de decisão baseada em evidências epidemiológicas para definir pela continuidade ou não do programa de saúde Obama Care. Nesse caso, a Corte decidiu pela manutenção da ação.

Já a pesquisadora Karina Cássia Ribeiro apresentou o programa de vigilância do câncer implementado no estado de São Paulo no ano 2000, e do qual participam 76 instituições de saúde, para falar sobre a importância da análise das informações para a construção de políticas públicas de saúde.

Oficina promove debate sobre carga global de doença

jun 27, 2017

Novas estimativas e possibilidades de estabelecer um planejamento eficaz em saúde. Esse é o principal objetivo da oficina de trabalho sobre o “Estudo da Carga Global de Doenças – GDB Brasil 2015: Avanços e Perspectivas” realizada nesta terça-feira (27), no primeiro dia da 15ª Expoepi, em Brasília. Durante o encontro, que conta com 130 inscritos, estão sendo apresentados a metodologia de cargas de doenças, alguns dos resultados do estudo da carga de doença no Brasil e o funcionamento da Rede GDB – a ferramenta é uma parceria do Ministério da Saúde e universidades brasileiras com o Instituto de Saúde e Métrica da Universidade de Washington (EUA).

Segundo a coordenadora da oficina e professora da UERJ, Fátima Marinho, a Rede é composta por pesquisadores de universidades, mas adianta que esse encontro marca o início do trabalho de ampliação da ferramenta para secretarias estaduais e municipais de Saúde. “O uso da Rede marca um momento novo em termos de análise de situação da carga global de doenças no país. A ferramenta serve para conhecer a situação e mudar um pouco o alvo, focalizando mais a perda da saúde, valorizando mais essa perda, para se ter isso como horizonte, ao invés de ficar trabalhando apenas para prevenção da morte”, disse Marinho ao salientar que é fundamental a participação de todos para aprimorar a Rede.

Para Otaliba Libânio, professor da UFGO, a ferramenta é de grande importância para o SUS. “ A Rede permite, por meio de uma metodologia internacional, comparar o Brasil com todos os outros 180 países do mundo, bem como comparar cada um dos nossos estados. São uma série de indicadores que são fundamentais para a gente orientar a tomada de decisão no SUS”, realçou ao comentar que espera que a metodologia seja utilizada de forma extensa na saúde pública.

“É fundamental que todos os estados se apropriem e consigam analisar a situação de Saúde da sua população com base nesse novo método também e comparando com os métodos que já são usados convencionalmente, que são as taxas produzidas pelo nosso sistema de informação, de mortalidade e internação hospitalar”, comentou a palestrante Deborah Malta, professora da UFMG, ao afirmar que a ferramenta permite o uso desses dados no planejamento local.

Ao fim da oficina será lançado e entregue aos participantes o suplemento temático da Revista Brasileira de Epidemiologia com análises da carga de doenças por estados.

Personalidades na Expoepi

jun 29, 2017

 


Ricardo Barros, Ministro da Saúde
: É importante o debate, a oportunidade do diálogo de todas as áreas da vigilância e a integração entre estados, municípios e União no sentido de preservar a população para que ela tenha mais oportunidade de se proteger.

 


Joaquim Molina (OPAS/Brasil)
– A Expoepi é um evento muito importante, um exemplo para os demais países do continente, porque é uma reunião muito rica em conhecimento, que traz experiências locais, em níveis estadual e municipal, e também em nível nacional. É uma oportunidade de avançar, por meio de troca de exemplos de sucesso, na vigilância, na reposta as doenças, aos surtos e também toda essa preparação que se faz em nível local e para enfrentar as emergências. Nos cinco anos que estive trabalhando no Brasil, participando do evento, vi que é uma escola importante que me permitiu conhecer experiências diferentes e inteligentes de profissionais que atuam localmente.


Marcos Quito, coordenador de Atenção Primária à Saúde do Governo do Distrito Federal: 
Para nós do Distrito Federal é uma grande honra receber anualmente a Expoepi, como um dos grandes eventos científicos na área da vigilância. É importante trazer para capital do País e concentrar aqui todos os debates mais atuais em relação a vigilância, a expressão do conhecimento construído pelas vigilâncias de todo o país sendo apresentada dentro da Expoepi. Nós temos pessoas do DF que sempre prestigiam e participam e essa para nós é uma grande oportunidade para trocar experiências com as pessoas que vêm para a Mostra e também conhecer outras experiências, divulgar nossas experiências construídas dentro do Distrito Federal, então isso nos ajuda a aperfeiçoar nossos processos de trabalho. É uma grande honra estar aqui.


Elisabeth Carmen Duarte – UnB:
 A Expoepi é um evento de grande importância para a área de vigilância, porque é um momento que a gente tem a oportunidade de conhecer experiências bem-sucedidas nessa área. Por exemplo, eu participei da mesa, onde se discutiu os melhores trabalhos de mestrado que concorrem na mostra competitiva, e a gente teve a felicidade de conhecer três trabalhos que trouxeram relevantes contribuições para a área de leishmaniose, tuberculose e cobertura vacinal. Eu acho que esse é um momento único onde a troca de experiências é super relevante para o aprimoramento da vigilância em saúde.

 


Mauro Junqueira, presidente do Conasems
: A Expoepi só fortalece as ações do Sistema Único de Saúde, mostrando o SUS que dá certo.

 

 


Ronald Ferreira, Conselho Nacional de Saúde
: A Mostra é um momento para celebrar, um evento como este traz as experiências de sucesso que a lógica, inaugurada em 1988, trouxe para o povo brasileiro. A Expoepi é um momento de comemorar e de apresentar para a sociedade o sucesso dessa iniciativa que foi colocada na Constituição na forma da ampliação da saúde.

15ª Expoepi abre as inscrições. Corra, pois as vagas são limitadas

jun 02, 2017

As inscrições para a 15ª edição da Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (15ª Expoepi), já estão abertas. Os interessados podem fazer sua inscrição pelo site oficial do evento, em www.15expoepi.com.br . As inscrições ainda não tem data para encerramento. Mas fique atento, não deixe para última hora, pois as vagas são limitadas. A 15ª Expoepi acontecerá entre os dias 28 e 30 de junho, em Brasília, e será a oportunidade para os trabalhadores e gestores do SUS trocarem informações e experiências para o aprimoramento das ações de vigilância em saúde.