Giro na Expoepi

jun 29, 2017 by bruno in  Sem categoria


Jadson Galindo – Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco, Coordenação da microcefalia.

A Expoepi sempre traz inovações e atividades exitosas em todo o Brasil. Ela é muito importante para nós profissionais da ponta, que precisamos sempre estar nos atualizando, pensando em estratégias diferentes para o SUS. O evento está muito bom, ele é um tripé importante na divulgação de atividades exitosas em todo Brasil.

 

 

 


Lidiane Vieira – Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte
O evento está sendo muito proveitoso. Mais uma vez ter a oportunidade de ver várias experiências diversificadas pelo Brasil inteiro. Muitas variedades e inovações nos experimentos relatados, tem mantido o alto nível em relação a última edição.

 

 

 


Rosane Esteves – Fundação Osvaldo Cruz

Estou gostando bastante da Mostra, tanto pela variedade dos temas, como pelo tipo de abordagem que é bem diversificada. Achei interessante a grade abrangência de assuntos que são tratados em cada oficina e o fato desses trabalhos serem premiados.

 

 

 

Sheilla Rodrigues – Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco
Esse evento é de suma importância para todos os profissionais de saúde, principalmente para os que trabalham com vigilância em saúde para a gente estar sempre se atualizando e trocando informações do trabalho que a gente faz na nossa região, pois muitas vezes o problema que nós enfrentamos é o mesmo problema de outro local, que estão usando outras estratégias que a gente não conhece, logo, ficamos a par de muitas situações.

 

 

 


José Henrique – Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul
Estou gostando bastante da 15ª Expoepi. A organização está excelente e os trabalhos que eu pude visualizar apresentam um cunho técnico interessante, inclusive, os pôsteres estão muito bem organizados.

 

 

 

 


Juliana Pinheiro – Secretaria Estadual de Saúde do Tocantins

Esse evento é de suma importância para todos os profissionais de saúde, principalmente para os que trabalham com vigilância em saúde para a gente estar sempre se atualizando e trocando informações do trabalho que a gente faz na nossa região, pois muitas vezes o problema que nós enfrentamos é o mesmo problema de outro local, que estão usando outras estratégias que a gente não conhece, logo, ficamos a par de muitas situações.

 

 

 


Marcelo Sipioni – Convidado pela comissão Inter setorial de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde
O que eu tenho visto na programação, nos pôsteres e nas atividades que eu tenho acompanhado, é que a mostra tem se apresentado extremamente rica para o debate além da epidemiologia enquanto número, mas quanto a função dela que é promover o debate sobre as políticas de saúde necessárias para reduzir os agravos e melhorar a saúde da população de uma forma geral.

 

 

 


Eduardo Macário – Secretaria de Saúde de Santa Catarina
O evento está muito rico, há muitas experiências interessantes principalmente as dos municípios e estados, ou seja, não está ligada somente no ramo da academia, está ligada a prática dos serviços de saúde e isso é importante como uma troca de experiência entre diferentes estâncias.

Personalidades na Expoepi

jun 29, 2017

 


Ricardo Barros, Ministro da Saúde
: É importante o debate, a oportunidade do diálogo de todas as áreas da vigilância e a integração entre estados, municípios e União no sentido de preservar a população para que ela tenha mais oportunidade de se proteger.

 


Joaquim Molina (OPAS/Brasil)
– A Expoepi é um evento muito importante, um exemplo para os demais países do continente, porque é uma reunião muito rica em conhecimento, que traz experiências locais, em níveis estadual e municipal, e também em nível nacional. É uma oportunidade de avançar, por meio de troca de exemplos de sucesso, na vigilância, na reposta as doenças, aos surtos e também toda essa preparação que se faz em nível local e para enfrentar as emergências. Nos cinco anos que estive trabalhando no Brasil, participando do evento, vi que é uma escola importante que me permitiu conhecer experiências diferentes e inteligentes de profissionais que atuam localmente.


Marcos Quito, coordenador de Atenção Primária à Saúde do Governo do Distrito Federal: 
Para nós do Distrito Federal é uma grande honra receber anualmente a Expoepi, como um dos grandes eventos científicos na área da vigilância. É importante trazer para capital do País e concentrar aqui todos os debates mais atuais em relação a vigilância, a expressão do conhecimento construído pelas vigilâncias de todo o país sendo apresentada dentro da Expoepi. Nós temos pessoas do DF que sempre prestigiam e participam e essa para nós é uma grande oportunidade para trocar experiências com as pessoas que vêm para a Mostra e também conhecer outras experiências, divulgar nossas experiências construídas dentro do Distrito Federal, então isso nos ajuda a aperfeiçoar nossos processos de trabalho. É uma grande honra estar aqui.


Elisabeth Carmen Duarte – UnB:
 A Expoepi é um evento de grande importância para a área de vigilância, porque é um momento que a gente tem a oportunidade de conhecer experiências bem-sucedidas nessa área. Por exemplo, eu participei da mesa, onde se discutiu os melhores trabalhos de mestrado que concorrem na mostra competitiva, e a gente teve a felicidade de conhecer três trabalhos que trouxeram relevantes contribuições para a área de leishmaniose, tuberculose e cobertura vacinal. Eu acho que esse é um momento único onde a troca de experiências é super relevante para o aprimoramento da vigilância em saúde.

 


Mauro Junqueira, presidente do Conasems
: A Expoepi só fortalece as ações do Sistema Único de Saúde, mostrando o SUS que dá certo.

 

 


Ronald Ferreira, Conselho Nacional de Saúde
: A Mostra é um momento para celebrar, um evento como este traz as experiências de sucesso que a lógica, inaugurada em 1988, trouxe para o povo brasileiro. A Expoepi é um momento de comemorar e de apresentar para a sociedade o sucesso dessa iniciativa que foi colocada na Constituição na forma da ampliação da saúde.

Pôsteres na 15ª Expoepi apresentam experiências da vigilância em saúde

jun 28, 2017

A 15ª edição da Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (Expoepi) já começou e a programação está a todo vapor. Este ano, a tradicional exibição de pôsteres está dividida em 13 sessões. A separação é feita com base nos assuntos abordados. Cada sessão apresenta três experiências estaduais ou municipais.

As experiências foram selecionadas por meio de pontuação, adotando os seguintes critérios de avaliação: relevância; caráter inovador; sustentabilidade; reprodutibilidade em contextos similares; clareza e objetividade na apresentação escrita; alinhamento aos princípios e diretrizes do SUS; e resultado positivo relacionado à área de submissão.

Os componentes do grupo de trabalho específico da Comissão Científica designados para a seleção dos finalistas elegeram, com as maiores pontuações, os três primeiros colocados nos referidos critérios, sendo selecionados para apresentação oral e para competir à premiação. Os próximos colocados – quarto ao sexto – apresentam suas experiências e trabalhos técnico-científicos em formato de pôster, sem premiação, mas com certificação de participação. Os resumos das experiências e trabalhos técnico-científicos – oral e pôster – são publicados nos Anais da Expoepi.

Alguns dos assuntos abordados na sessão de pôsteres foram a “Vigilância, prevenção e controle das DST, HIV, Aids e hepatites virais” e “Vigilância, prevenção e controle das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti”, que são sempre temas de grande relevância para saúde pública. Outros temas, como doenças imunopreveníveis, promoção da saúde, doenças relacionadas à pobreza e saúde ambiental e do trabalhador também foram destacados.

O pôster “Testar, vincular e tratar” mostrou dados que preocupam: são mais de 827 mil pessoas com Aids. Destas, mais de 100 mil não conhecem o seu status. Uma grande fração deste número é composta por moradores de rua, logo, ficou clara a necessidade de novas estratégias focadas nas populações vulneráveis. Por isso, foi criado o programa “A Hora é Agora” em Curitiba (PR), possibilitando o uso do teste por moradores de rua.

Já na sessão sobre as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, um dos trabalhos ressaltou a importância dos agentes comunitários de saúde no enfrentamento do mosquito. O foco era inserir o agente comunitário de saúde como ator de importância no processo de enfrentamento, impedindo a ocorrência de casos graves e óbitos. Como resultado, ficou evidente que o trabalho efetivo de todos os profissionais de saúde reduziu em quase 82% os casos confirmados da doença, em comparação com o ano passado.

As sessões de pôsteres possuem espaço fixo na Mostra e poderão ser visitadas durante toda o evento, que segue até o dia 30 de junho.

A Mostra

A 15ª Expoepi, evento promovido pela Secretaria de Vigilância em Saúde, tem como objetivo difundir os serviços de saúde do SUS, que se destacaram pelos resultados alcançados em atividades de vigilância, prevenção e controle de doenças e agravos de importância para a saúde pública. A mostra promove a atualização técnica e a capacitação dos profissionais que atuam em diversas frentes da vigilância em saúde, como a prevenção e controle das doenças transmissíveis, resposta à emergência de importância para a saúde pública, vigilância das doenças crônicas e agravos não transmissíveis, vigilância em saúde ambiental e saúde do trabalhador.

 

Informação para a vigilância em saúde na pauta da Expoepi

jun 29, 2017

Uma manhã de apresentações e debates marcou o segundo dia da 15ª Expoepi. Grandes nomes do Ministério da Saúde, de órgão vinculados e da academia, que trabalham com sistemas de informações e políticas públicas mostraram os principais inquéritos nacionais para o público da Mostra.

Por meio desses inquéritos, são obtidas informações para a vigilância em saúde, que norteiam as ações de saúde que são desenvolvidas por estados, municípios e pela União. Vamos conhecer o que rolou:

Vigitel
Deborah Malta, da Universidade Federal de Minas Gerais apresentou um dos principais inquéritos nacionais: o Vigitel. Criado em 2006, o inquérito que este ano completa 10 anos de existência, acompanha a saúde da população brasileira e contribui para a definição de políticas públicas a serem implementadas pelo Ministério da Saúde gerando resultados positivos. Ao longo desse tempo, 600 mil entrevistas foram realizadas, uma média de 1,2 mil entrevistas por semana, em 45 semanas de operação por ano. Tudo isso refletindo o sucesso da publicação que hoje é reconhecida internacionalmente pela sua excelência.

A partir do Inquérito, é possível monitorar os fatores de risco da população, podendo fazer uma análise do perfil das pessoas que estão mais propícias ao adoecimento, além de poder mapear as regiões onde encontram-se os melhores e os piores índices de saúde para, assim, traçar estratégias focais em busca da promoção e da melhoria da qualidade de vida dos brasileiros.

Os fatores de risco respondem hoje por 75% das causas de morte em todo o Brasil. Nesse sentido, o Vigitel é um exemplo claro da vigilância contínua aplicada ao monitoramento e a construção de políticas públicas em saúde. Para Deborah Malta, “o Vigitel é nossa comunicação com a saúde da população, fazendo a vigilância, a promoção e a educação em saúde”, afirma.

Pense

Os principais resultados sobre a saúde dos adolescentes foram apresentados pela representante da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Laura Barufaldi. Com base na pesquisa PeNSE,  que aponta os hábitos da população jovem, que segundo dados do IBGE, representa 28% da população brasileira, foi possível traçar os fatores de riscos que mais envolvem esse público.

Graças a PeNSE, criada em 2009, e já está em sua terceira edição (2015) é possível observar fatores de risco, acompanhar tendências e gerar evidências para promoção da saúde do adolescente. Ao logo dos anos a pesquisa vem crescendo e atingindo cada vez mais um maior número de escolares. O próximo inquérito da PeNSE está previsto para acontecer em 2019.

Segundo Laura, é possível perceber ao longo das pesquisas que “hábitos desenvolvidos nessa fase da vida, são levados para a fase adulta, por isso é importante ter um cuidado e criar políticas públicas voltadas para os adolescentes que fomentem hábitos saudáveis, implicando assim, melhoria na saúde da população”.

PNS

Sobre a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), Célia Szwarcwald, da Fiocruz, falou a respeito das desigualdades em saúde no Brasil, mostrando as diferenças sociais entre as regiões e a concentração de renda que implica na saúde.

Pela pesquisa analisou-se como o estado de saúde, a qualidade de vida, os hábitos saudáveis, as doenças crônicas, e o acesso e uso dos serviços de saúde diferem por região geográfica e por condição socioeconômica. Os resultados obtidos pela PNS foram comparados aos achados de pesquisas nacionais anteriores para mostrar os avanços e, ao mesmo tempo, os problemas que precisam ser enfrentados para diminuição das iniquidades.

VIVA

A Vigilância de Violências e Acidentes (Viva) que vem se fortalecendo desde sua implantação, em 2006, foi apresentada pela representante da SVS, Cheila de Lima. Em 2009, o VIVA – componente do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) – registrou 39.976 notificações de violências, em 713 municípios e 2.079 Unidades Notificantes. Já em 2014 foram registradas 198.113 notificações, em 3.466 municípios e 10.988 Unidades Notificantes. Segundo Cheila este avanço é fruto do trabalho desenvolvido pelas Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde, com o apoio do Ministério da Saúde.

Já o componente Inquérito do Viva, em sua primeira realização, no ano de 2006, conseguiu um total de 46.531 entrevistas, e em sua última versão, no ano de 2014, um total de 55.950. Este trabalho também contou com o apoio e a participação das equipes locais (municipais e estaduais) de vigilância de violências e acidentes, e mostrou-se essencial para o conhecimento da magnitude e perfil dos atendimentos destes agravos nos serviços de urgências e emergências selecionados.