Os vírus se adaptam às alterações ambientais

jun 29, 2017 by bruno in  Sem categoria

A “Vigilância e resposta a emergência em saúde pública: o que enfrentamos e o que mais está por vir?” foi tema da Mesa Redonda 1 da 15° Expoepi e que mobilizou centenas de participantes no auditório máster do Centro de Convenções Ulysses Guimarães. A coordenação do debate ficou a cargo do diretor do DEVIT/SVS, João Paulo Toledo, e contou com a participação de Maria da Glória Teixeira, da Universidade Federal da Bahia (UFBA); Lívia Martins, do Instituto Evandro Chagas (IEC), e de Renato Alves, do DEVIT/SVS.

A grande produção de conhecimento advinda com a identificação da circulação do vírus Zika no Brasil e sua relação com os casos de microcefalia em bebes foi o destaque na apresentação da professora da UFBA. Maria da Glória informou que em 2014 havia no mundo apenas 147 publicações que tratavam do tema “Zika”. Em 2015/2016 essa produção científica passou para 1.797 publicações e, em 2017, até o mês de junho, foram produzidas mais 1.029 publicações. “Estamos construindo conhecimento e aprendendo mais sobre esse agravo”, disse a professora.

Renato Alves, que falou sobre a recente epidemia de febre amarela que atingiu o Brasil, observou que houve uma importante mudança no padrão de  ransmissão do vírus e também do vetor. “Muito mais primatas não humanos (PNH) morreram nessa epidemia e o vírus se dispersou com velocidade”. Alves destacou a necessidade de capacitação de pessoal para ampliar a resposta da vigilância em saúde em um país de dimensão continental.

A pesquisadora do IEC, Lívia Martins, destacou a influência das alterações climáticas na transmissão das arboviroses. De acordo com Lívia, os vírus e os vetores se adaptam rapidamente as alterações ambientais e isto faz com que os agravos à saúde possam ser propagados com mais velocidade.

A pesquisadora disse também que os mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus têm condições de transmitir, além da dengue, zika, Chikungunya e febre amarela, três tipos de encefalites e a febre do Nilo, entre outros agravos. Ela salientou também que a dispersão dos vírus pode ser muito rápida graças a mobilidade das pessoas, que vão de um continente a outro em 24 horas por conta das conexões aéreas.

Expoepi: Atualização técnica e capacitação dos profissionais

jun 23, 2016

Criada em 2001, a Mostra promove a atualização técnica e a capacitação dos profissionais que atuam em diversas frentes da vigilância em saúde, como a prevenção e controle das doenças transmissíveis, resposta à emergência de importância para a Saúde Pública, vigilância das doenças crônicas e agravos  não transmissíveis, vigilância em saúde ambiental e saúde do trabalhador. Ao longo de sua história, já foram quase  seis mil trabalhos submetidos, com 182 experiências premiadas e mais de 15 mil participantes nas edições do evento. Tudo isso para prestigiar o trabalho de quem atua nos serviços promovendo a saúde e tornando o SUS cada vez mais forte.

Os avanços e desafios das hepatites virais no Brasil

jun 30, 2017

Controle das hepatites virais no Brasil foi tema do Painel 11 nesta quinta-feira (29) no terceiro dia da 15ª Expoepi, em Brasília. Foram apresentados o panorama das hepatites B e C no país, a implantação de novos medicamentos, os desafios no enfrentamento à doença e a participação conjunta do poder público com a sociedade civil na busca por melhorias nos serviços de saúde.

Sob coordenação de Edmundo Pessoa de Almeida Neto, da Sociedade Brasileira de Hepatologia, o painel abriu com o tema “Desafios e perspectivas para o controle das hepatites virais no Nrasil”, com Márcia Cássia Jacintho Mendes Corrêa, da Secretaria de Vigilância em Saúde.

Francisco José Dutra Souto, da Universiade Federaal do Mato Grosso (UFMT) abordou o tema “Diretrizes para o tratamento da hepatite viral crônica B e coinfecções”. “Apesar de estarmos no caminho para o controle das hepatites virais, de acordo com as metas da Organização Mundial de Saúde, ainda temos desafios tais como o de identificar mais pacientes, pesquisar as comorbidades, avaliar a severidade da doença hepática e classificar a forma clínica e a necessidade de tratamento”, afirmou.

Em “Resposta virológica do tratamento de pacientes com hepatite C”, Edison Roberto Parise, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) apresentou os eventos adversos que culminaram com a modificação e interrupção do tratamento à doença e os primeiros resultados do Registro Nacional de Tratamento com novos agentes virais.

Carlos Noberto Varaldo, do Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite, em “A Participação social na garantia das avanços para o controle das hepatites virais” destacou a importância da ação permanente da sociedade por direitos e atenção no tratamento à doença. Segundo ele, “o dia que o Grupo Otimismo fechar suas portas, representará que os serviços públicos de saúde estarão atendendo a contento. Temos lutado desde 2000 junto ao poder público e verificamos avanços. A atuação conjunta de governo, sociedade médica e civil e indústria é que vai determinar o sucesso do enfrentamento à doença”.

15ª Expoepi abre as inscrições. Corra, pois as vagas são limitadas

jun 02, 2017

As inscrições para a 15ª edição da Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (15ª Expoepi), já estão abertas. Os interessados podem fazer sua inscrição pelo site oficial do evento, em www.15expoepi.com.br . As inscrições ainda não tem data para encerramento. Mas fique atento, não deixe para última hora, pois as vagas são limitadas. A 15ª Expoepi acontecerá entre os dias 28 e 30 de junho, em Brasília, e será a oportunidade para os trabalhadores e gestores do SUS trocarem informações e experiências para o aprimoramento das ações de vigilância em saúde.