Personalidades na Expoepi

jun 30, 2017 by bruno in  Sem categoria

 

 

 

Márcia Furquim de Almeida / USP
Para mim, esse é um dos eventos mais importantes, pois é a forma que temos de valorizar o trabalho da ponta dos serviços. Esse é um dos eventos em epidemiologia que eu mais valorizo porque é isso que vai fazer com que a gente possa caminhar para frente.

 

Giovanini Coelho (OMS/WDC)
A Expoepi é um marco importante na área de vigilância em saúde. Desde o seu início é um evento que vem se constituindo num ponto central de discussão dos trabalhos e de iniciativas inovadoras desse imenso sistema de saúde pública. Considero uma atividade essencial e fundamental, dentre outras coisas como estímulo ao trabalho que é executado pelos estados e municípios.

 

Ana Bispo (Fiocruz/RJ) 
Acho que é muito importante pelo fato de que são abordados vários assuntos, são apresentados problemas e que cada um que apresenta expõe as suas dificuldades e também propostas de solução. Creio que isso é uma oportunidade única de juntar profissionais de diferentes áreas focados em um mesmo objetivo que é a vigilância epidemiológica em suas diversas ramificações. Então acho que é muito importante esse evento e estão de parabéns, muito bem organizado, até os temas escolhidos foram excelentes.

 

Glória Teixeira (UFBA)
A Expoepi é o grande encontro dos profissionais de saúde que trabalham no seu cotidiano com a vigilância nos municípios, nos estados. Aqui todos se encontram e têm a oportunidade de ouvir o conhecimento cientifico mais atualizado e, principalmente, o contexto epidemiológico que está preocupando em cada ano as autoridades e os profissionais que trabalham de serviço do SUS. O evento permite a troca de experiências, o compartilhamento de dificuldades e êxitos.

 

 Lívia Martins (IEC/MS)
A Expoepi é fundamental para a divulgação dos trabalhos que são realizados, trazendo experiências locais e nacional, sobre os principais agravos que ocorrem no país, e demonstrar, de fato, a importância da estruturação dos serviços do SUS para o atendimento da população que é afetada por essas doenças.

 

 

Michele Caputo Neto, Presidente do CONASS
A Expoepi é um evento único, de extrema importância para a saúde brasileira. Ao longo desses 15 anos, os gestores, a academia e os movimentos sociais apresentaram trabalhos tanto em relação à epidemiologia e prevenção, quanto ao controle de doenças. O que é extremamente importante. O CONASS também intercambia experiências bem sucedidas, coisas que são resolvidas em alguns lugares e que podem servir de modelo ou adaptados em outros. Eu mesmo estive no encontro de secretários no Nordeste e foi maravilhoso ver gente resolvendo problemas com pouco dinheiro, mas muita criatividade. Eu tenho 33 anos de carreira na secretaria de saúde do estado do Paraná e comecei pela vigilância. Aprendi a respeitar e a entender as dificuldades. Então, eu vejo essa 15a Expoepi como um evento único e por isso fiz questão absoluta de estar aqui. Foto: Conass.

 

DOENÇAS NEGLIGENCIADAS APRESENTAM REDUÇÃO DE NOVOS CASOS MAS AINDA SÃO DESAFIO

jun 30, 2017

As doenças negligenciadas ainda são uma agenda inconclusa no país. Dificuldades no diagnóstico e tratamento de doenças como chagas, leishmaniose, filariose e hanseníase ainda são grandes em algumas Unidades da Federação, como Tocantins e Pernambuco. Experiências desses dois estados foram trazidas para o público do décimo sétimo painel da manhã do último dia de Expoepi.

A coordenadora geral da área de hanseníase e doenças em eliminação do Ministério da Saúde, Carmelita Ribeiro Filha, falou dos desafios no enfrentamento das doenças causadas por agentes infecciosos ou parasitas consideradas endêmicas em populações de baixa renda. Entre eles, estão alguns gargalos crônicos como desenvolvimento infantil e econômico e investimento em pesquisas e medicamentos. Para Renato Alves, também do corpo técnico da Secretaria de Vigilância em Saúde, é fundamental o envolvendo de outras esferas de poder para a eliminação dessas doenças no cenário nacional, assim como sociedade e sociedade civil organizada, como Morhan – Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase, por exemplo, que tem o trabalho reconhecido na área. “Além de buscar a regionalização e alcançar o menor território possível, nem sempre delimitado pelo território municipal”, completa Alves.

Em Pernambuco, por exemplo, a filariose está não somente na capital, mas num espaço considerado núcleo da região metropolitana, bolsões de transmissão relacionados com bairros de extrema pobreza, afirma Alexandre Menezes, da secretaria estadual de saúde do estado. Tanto para Menezes quanto para Alves, é necessário se debruçar nas estratégias definidas internacionalmente de eliminação.

Porém, algumas experiências exitosas pretendem mudar o cenário preocupante.

No Tocantins, por exemplo, a integração entre atenção e vigilância à saúde tem apresentado resultados satisfatórios. Por meio da capacitação dos profissionais de saúde para diagnóstico, a prevenção é mais assertiva uma vez identificado locais mais suscetíveis a hanseníase, por exemplo. Com essa estratégia, espera-se que, até 2020, a doença esteja eliminada no estado, afirma Whisllay Bastos, da secretaria municipal de saúde da capital do estado, Palmas.

Fala dos homenageados

jun 29, 2017

 

Ana van der Linden – Essa é a minha primeira oportunidade de participar da Expoepi e me sinto lisonjeada por ter sido escolhida para receber uma homenagem e poder encontrar pessoas que se dedicam ao mesmo trabalho, mas com visões diferentes dos problemas; isso é muito interessante.

 


Amílcar Tanure
– Esse evento é um grande prestigio para a área de epidemiologia e também uma oportunidade de troca de informações e de discussões, especialmente nessa área de arboviroses, que tem me interessado muito ultimamente. Cada dia mais a gente fica mais assustado com o incremento de novos casos de dengue, zika, chikungunya, febre amarela. Então acho importantíssima essa reunião para a troca e informações e experiências.

 


Maria do Carmo de Melo
– Esse evento contribui, na minha opinião, para melhorar a saúde pública no país, uma vez que permite a troca de saberes.

 

 


Jarbas Barbosa
– A Expoepi foi pensada, quando criamos na época do Centro Nacional de Epidemiologia, para criar um momento em que técnicos da área de vigilância, prevenção e controle de doenças do Brasil inteiro, dos estados, dos municípios, pudessem intercambiar experiências, debater temas técnicos, compartilhar as boas práticas, de maneira que fizéssemos um processo de capacitação dos técnicos que atuam na linha de frente do combate a doenças, epidemias, controle de endemias, prevenção de fatores de risco, entre outros. Então creio que esse é o objetivo principal, creio que cada vez mais a Expoepi se consolida e se transforma em um evento enorme, do ponto de vista de participação, exatamente porque fala diretamente com quem está na ponta, com os trabalhadores de saúde pública que atuam na vigilância, prevenção e controle.


Volney de Magalhães Câmara:
 Para mim foi uma surpresa receber essa homenagem, pois eu recebi um telefonema avisando que eu tinha sido escolhido, então eu fiquei muito feliz, pois eu já trabalho há muitos anos com a vigilância em saúde ambiental,  aqui no Ministério da Saúde e eu trabalhei muito com a equipe da CGVAM, nós criamos vários cursos juntos e a Universidade Federal do Rio de Janeiro tem uma parceria muito forte com a CGVAM. Então a maioria dos cursos nessa área de saúde ambiental, nós participamos.  Então, sem dúvida eu me senti honrado pela importância da Expoepi. Eu já participei de algumas outras há alguns anos atrás, e a divulgação das experiências são importantes, pois você pode ter em determinadas secretarias, problemas que são iguais os de outras secretarias e muitas vezes as pessoas não tem a solução para lidar com essas questões. Então a troca, a divulgação dos trabalhos das pessoas que estão à frente da vigilância é de uma importância muito grande e para nós da Universidade é muito importante porque nós com o ensino, com a pesquisa, nós não temos essa interação direta com a ponta, então essa troca para Universidade e para as secretarias.


Adriana Melo –
 É sempre bom ser convidada para um evento como esse, ainda mais sendo homenageada como pesquisadora no Brasil, vinda do interior da Paraíba. Então esse reconhecimento é muito importante para nós, pois, na história ficam registradas as pessoas que tiveram importância, o que cada um fez. As vezes o tempo é meio ingrato com pesquisador, mas eu acho que esse ano foi diferente, quem trabalhou teve seu reconhecimento, tem muitos grupos interessantes trabalhando e mostrando o seu valor. Acho que a pesquisa no Brasil se desenvolveu muito após o Zika. O Brasil tem que aproveitar essa oportunidade além de ficar mais alerta. Foi uma tragédia, mas ao mesmo tempo mostrou a competência de pesquisadores nacionais. Os pesquisadores brasileiros mostraram do que são capazes. O Brasil tem que entender melhor essa doença, pois os vírus são sempre complexos, então, temos que aproveitar para entender essa doença e não esquecer que há mais de 3 mil crianças que foram vítimas do Zika vírus e ainda devemos a eles uma assistência melhor.

Preservativo feminino como alternativa de prevenção ao HIV, às IST e às hepatites virais

jun 28, 2017

Discutir estratégias para o fortalecimento da oferta e da utilização da camisinha para mulheres como forma de prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), HIV/aids e hepatites virais foi o objetivo da oficina “Preservativo feminino e sua importância no âmbito da Prevenção Combinada”, no primeiro dia da 15ª Expoepi, na terça-feira (27). Coordenada pela consultora da Coordenação de Prevenção e Articulação Social do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais (CPAS/DIAHV) Elisiane Pasini, a oficina contou com 60 participantes entre profissionais de saúde e representantes de secretarias municipais e estaduais de saúde do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará, Tocantins, Paraiba, São Paulo, Pernambuco e Distrito Federal.