Durante a 15ª Expoepi, realizada entre os dias 27 e 30 de junho, em Brasília, os participantes do evento tiveram acesso a testagem rápida para HIV, sífilis e hepatites B e C. A ação foi realizada pelo Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais (DIAHV), que receberam apoio dos assessores e do corpo técnico de especialistas nas áreas de laboratório, hepatites e logística.

Nos dois primeiros dias da ação (na quarta, 27, e na quinta, 28) foram atendidas 215 pessoas e realizados 208 testes para HIV, sífilis e hepatite B e 176 para hepatite C. A ação compreendeu as etapas de recepção, testagem e orientações pós-teste e contou com a  articipação de 30 pessoas, sendo 15 para cada turno (manhã e tarde).

Em frente ao estande para realização dos testes, o usuário tinha disponíveis questionários on-line com questões para identificar o conhecimento do público sobre HIV, sífilis e hepatites virais. “O objetivo deste levantamento é verificar onde estão as principais lacunas de conhecimento dos profissionais de saúde para podermos investir na ampliação e divulgação das informações relacionadas às perguntas feitas”, disse Mariana Villares, consultora especialista do DIAHV.

Além dos testes, também foram distribuídos preservativos masculinos e femininos e gel lubrificante em frente ao estande. Na área de recepção para a testagem, eram veiculadas, em vídeo, informações sobre o uso de preservativos e campanhas de prevenção do Ministério da Saúde relacionadas ao HIV, às IST e às hepatites virais.

“A ação teve o intuito de levar o conhecimento do próprio estado sorológico às pessoas participantes e aos demais trabalhadores do evento, além de mostrar ao público, em sua maioria estudantes e profissionais da área de saúde, as vantagens do teste rápido e todo o fluxo de funcionamento de uma ação de testagem rápida”, concluiu Mariana Villares.

Homenagens na solenidade da abertura da 15ª Expoepi

jun 29, 2017

Na noite de quarta-feira, 28, a 15ª Expoepi foi aberta oficialmente por autoridades em Brasília. Na ocasião, importantes atores da saúde coletiva do país receberam homenagem pelos serviços prestados à saúde pública.

Declarando sua satisfação em ver colaboradores dos municípios, estados e o corpo técnico do Ministério da Saúde reunidos para o compartilhamento de conhecimento, o presidente da 15ª Mostra e secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Adeilson Cavalcante, reafirmou o compromisso com um Sistema Únicos de Saúde (SUS) eficiente e humanitário.

O Ministro da Saúde, Ricardo Barros, detalhou as ações federais de melhorias no SUS, principalmente na gestão de recursos financeiros e investimentos em tecnologia. Barros expressou sua satisfação na gestão da secretaria de Vigilância lembrando dos desafios dos últimos anos, como o surto de Zika, microcefalia e Febre Amarela, mais recentemente. Sobre isso, Joaquim Molina, representante no Brasil na OPAS/OMS (Organização Pan-Americana de Saúde e Organização Mundial de Saúde), falou que as autoridades agiram prontamente e com clareza. Segundo ele, essa também foi uma oportunidade que ”revelou novos desafios para o enfrentamento de crises”, alertou. Na ocasião, Molina recebeu Certificado de Agradecimento.

Marcus Quito, coordenador da Atenção Primária do Governo do Distrito Federal, lembrou que a oportunidade da Mostra tem o objetivo de discutir intensamente a vigilância. E é esse o foco também para Ronald Ferreira, presidente do Conselho Nacional de Saúde. Para ele, esse é o momento de conhecer e reconhecer experiências exitosas na ponta e que levam saúde para a população ainda com todas as dificuldades que o SUS enfrenta em pouco mais de trinta anos de existência.  Ferreira ainda classificou o momento como de reflexão sobre a construção da política de vigilância para o país, prerrogativa proposta pela 1a Conferência Nacional de Vigilância em Saúde, que acontece em novembro com a participação de diversas representações da sociedade civil. ”A democracia garante um SUS para todos”, defende.

Mauro Junqueira, presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), também reverenciou as experiências municipais levadas à Mostra que, segundo ele, valorizam o ”SUS que dá certo, o SUS que nós queremos”. Michele Caputo Neto, presidente do Conass – Conselho Nacional dos Secretários de Saúde, saudou Jarbas Barbosa. Atual diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ex-secretário de Vigilância em Saúde e um dos fundadores da Expoepi, Barbosa, foi um dos homenageados da noite.

Também receberam homenagem Adriana Suely de Oliveira Melo, Amilcar Tanuri, Ana Van Der Linden, Elisabeth Conceição de Oliveira Santos, Maria do Carmo de Melo, Vanessa Van Der Linden Mota e Volney de Magalhães Câmara.

Capacitação para investigação de surtos é destaque em evento pré-congresso

jun 27, 2017

Investigação de surto em saúde pública foi uma das oficinas que mais atraiu público na manhã desta terça-feira, 27, no evento pré-congresso da 15ª Expoepi. A oficina trouxe como proposta instrumentalizar os profissionais de saúde na atuação em emergências em saúde pública.
A oficina apresentou o Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviço do SUS – EpiSUS que é um treinamento em serviço, com duração de dois anos, que tem como propósito formar profissionais na área de epidemiologia de campo de modo a potencializar a capacidade de respostas rápidas em surtos de doenças.
Marcelo Wada, supervisor do EpiSUS, apresentou um apanhado de como funcionam as etapas de uma investigação de surto, mostrando a importância do cumprimento de cada fase, avaliação de risco, composição de equipe, parcerias, entre outros fatores que garantem os melhores resultados na obtenção de respostas. “ São dez quesitos básicos que toda investigação de surto deve preencher, se alguma dessas etapas não for contemplada é necessário voltar e responder tais questões, para que não haja dúvida sobre a solução do problema”, diz Wada.
Na segunda parte de atividades da oficina Greice Madeleine, gerente da Unidade Técnica do Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde, fez estudos de casos com os participantes para pôr em prática as percepções dos presentes a respeito do conteúdo apresentado, testando, por exemplo, o passo a passo de uma investigação, destacando questões como logística, biossegurança, importância de uma equipe multidisciplinar, entre outras questões.
O treinamento do EpiSUS é coordenado pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, em Brasília (DF). Ao final do treinamento, os profissionais serão capazes de responder às emergências em saúde pública utilizando ferramentas da epidemiologia, desenhar estudos e descrever perfis epidemiológicos, avaliar ou desenvolver componentes de Sistemas de Vigilância em Saúde, elaborar relatórios técnicos e boletins com base em análises epidemiológicas e desenvolver e aplicar protocolos de pesquisas operacionais capazes de responder a situações específicas em sua área de atuação na SVS.

Personalidades da Expoepi

jun 30, 2017

 

Eliseu Waldman
Eu sou médico sanitarista, atuei durante 14 anos na área de saúde pública na Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo e trabalho há mais de 30 anos na Faculdade de Saúde Pública com atividades de docência, justamente na área de epidemiologia, que é o foco principal da Expoepi. Eu participei da maioria das edições e não tenho dúvida que este é o maior evento na área de epidemiologia de campo, e epidemiologia aplicada em serviços de saúde do pais. Ela é importante pela interação entre os profissionais de saúde que atuam na rede básica e aqueles que atuam em níveis intermediários e superiores da administração. Sempre tem a presença de pessoas da academia, como eu, que têm interesse pela área de epidemiologia.

Wanderson Oliveira (Fiocruz/BA)
A Expoepi faz parte do calendário cientifico e de gestão de saúde pública e da vigilância nacional, desde as primeiras edições. A gente tem aqui a oportunidade de compartilhar experiências de visualizar as estratégias utilizadas por vários municípios e estados, de criar novas redes. Além disso, principalmente, a Expoepi estimula ações nos municípios e nos estados, quando termina uma edição já estão pensando na próxima. É uma motivação para a inscrição de trabalhos e de fomento da produção cientifica.

Eduardo Hage (Instituto Sulamericano de Governo em Saúde)
A Expoepi sempre permite o intercâmbio de experiências por diferentes entes do sistema nacional de saúde e é uma oportunidade de conhecer um pouco da capacidade existente em todo o sistema, seja na perspectiva do Ministério da Saúde, de secretarias estaduais ou municipais, bem como de outros atores que têm participação importante. Nesse evento, por exemplo, têm experiências da própria comunidade em enfrentamento de problema de saúde, em preparação de ações relacionadas ao campo da vigilância em saúde.

 
Carlos Castilho – A Expoepi é uma iniciativa muito importante para o Brasil e para todas as Américas. Eu participo desde a primeira edição e sempre aqui se reúnem todas os epidemiologistas de campo e dos serviços de saúde, e isso é um exemplo muito relevante para a epidemiologia das Américas. Eu participo desde a primeira Expoepi, e sempre são discutidos e revisados os conceitos inovadores que se tem na epidemiologia de campo e profissional. Para mim tem sido uma honra participar e também reconhecer como iniciador desse processo, o Dr. Jarbas Barbosa e sua equipe, e podido ver o progresso que os epidemiologistas trazem a cada ano com as experiências exitosas dos trabalhos que transformam a realidade da saúde pública, através dos métodos e das intervenções epidemiológicas. Por isso, a Expoepi, através de todo esse tempo, até a 15ª edição, tem mantido seu alto nível. Isso é uma oportunidade extraordinária